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Brasil Avança no Mercado de Carbono com Proposta do Ministério da Fazenda até 2031

Foto do escritor: Keep Estratégia ESG
Keep Estratégia ESG
26 de mai.
2 min de leitura

O Brasil deu um passo importante na estruturação de um mercado regulado de carbono. O Ministério da Fazenda apresentou uma proposta para definir os setores que passarão a integrar esse sistema até 2031. A iniciativa busca controlar e monitorar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em setores estratégicos da economia, preparando o país para futuras exigências ambientais e para uma transição gradual rumo à descarbonização.


Vista aérea de uma usina siderúrgica com chaminés emitindo fumaça
Usina siderúrgica em operação, foco nas chaminés e fumaça

Como funcionará o mercado regulado de carbono no Brasil


O modelo proposto segue a lógica do sistema “cap and trade”, já utilizado na União Europeia. Isso significa que o governo estabelecerá um limite máximo (cap) para as emissões de carbono em determinados setores. As empresas que conseguirem emitir menos do que o limite poderão vender seus créditos de carbono para outras que ultrapassarem esse teto.


Antes de impor metas ou cobranças, o governo prevê um período de adaptação para que as empresas aprendam a monitorar e reportar suas emissões com precisão.


Setores prioritários e cronograma de implementação


A proposta prevê uma entrada gradual dos setores no mercado regulado, começando pelos que têm maior impacto ambiental:


  • Siderurgia

  • Cimento

  • Petróleo e gás

  • Papel e celulose

  • Transporte aéreo


Nos anos seguintes, outros setores serão incluídos, como:


  • Mineração

  • Setor elétrico

  • Indústria química

  • Alimentos e bebidas

  • Gestão de resíduos

  • Transportes terrestres


Essa escalonamento permite que as empresas se adaptem e que o governo ajuste as regras conforme a experiência acumulada.


Critérios para reporte e limites de emissão


A proposta define que empresas que emitirem mais de 10 mil toneladas de CO₂ equivalente por ano deverão começar a reportar suas emissões. Esse requisito ajuda a criar um banco de dados confiável para o mercado.


Empresas que ultrapassarem 25 mil toneladas poderão, futuramente, ter limites obrigatórios de emissão, o que significa que terão que comprar créditos para compensar o excesso ou investir em tecnologias para reduzir suas emissões.


Benefícios esperados para a economia e o meio ambiente


O mercado regulado de carbono tem como objetivo principal estimular a descarbonização da economia brasileira. Isso traz vários benefícios:


  • Redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para o combate às mudanças climáticas.

  • Aumento da competitividade internacional das empresas brasileiras, que estarão alinhadas com padrões ambientais exigidos por parceiros comerciais.

  • Incentivo à inovação tecnológica para processos mais limpos e eficientes.

  • Preparação do país para futuras exigências ambientais no comércio global, evitando barreiras comerciais.


Além disso, o mercado de carbono pode gerar novas oportunidades de negócios, como o desenvolvimento de projetos de energia renovável e tecnologias verdes.


Desafios e próximos passos


Implementar um mercado regulado de carbono é um processo complexo que exige coordenação entre governo, empresas e órgãos reguladores. Alguns desafios incluem:


  • Garantir a transparência e confiabilidade dos dados de emissão.

  • Estabelecer regras claras para o comércio de créditos de carbono.

  • Promover a inclusão de setores diversos sem prejudicar a competitividade.

  • Capacitar empresas, especialmente as menores, para o reporte e adaptação às novas regras.


O governo deve continuar o diálogo com a sociedade e o setor produtivo para ajustar a proposta e garantir que o mercado funcione de forma justa e eficiente.




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