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GHG Protocol: novas atualizações na contabilização de emissões

Foto do escritor: Keep ESG
Keep ESG
2 de set.
2 min de leitura
O GHG Protocol anunciou, em julho de 2026, uma importante atualização no desenvolvimento de seus padrões corporativos de contabilização de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Em parceria com a ISO, a organização pretende consolidar seus principais padrões de contabilização de carbono em um único padrão corporativo global harmonizado.
A proposta reunirá os padrões relacionados aos Escopos 1, 2 e 3, o novo trabalho sobre Actions and Market Instruments (AMI) e a ISO 14064-1, buscando reduzir duplicidades, aumentar a interoperabilidade e trazer maior consistência para os inventários e relatos de emissões realizados pelas organizações.
Outro destaque é a revisão do Escopo 2. A consulta pública recebeu quase 1.100 contribuições de 56 países, evidenciando diferentes perspectivas sobre a contabilização dos efeitos associados à compra de energia renovável. A partir dessas contribuições, o GHG Protocol avalia diferentes abordagens de reporte, com foco em maior transparência, comparabilidade e integridade das informações.
Já no âmbito do Actions and Market Instruments (AMI), ganha força uma abordagem de reporte em múltiplas declarações, diferenciando as emissões físicas das operações e cadeias de valor, as emissões associadas a instrumentos de mercado e os impactos climáticos decorrentes de ações e investimentos das empresas.
A consulta pública do novo padrão consolidado está prevista para o 2º trimestre de 2027, enquanto a publicação do padrão conjunto GHG Protocol–ISO está prevista para o 4º trimestre de 2028.

Imagem retirada da matéria original.
Imagem retirada da matéria original.

O que isso significa para as empresas?
As mudanças apontam para um cenário de maior integração e padronização da contabilização de emissões. Para as organizações, acompanhar essa evolução será importante para antecipar possíveis mudanças em metodologias, requisitos de reporte e critérios de qualidade dos inventários de GEE — especialmente para empresas que já estruturam ou pretendem aprimorar sua estratégia climática. Na prática, o recado é claro: a contabilização de emissões está evoluindo para ser cada vez mais comparável, transparente e conectada às ações efetivas de descarbonização.



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