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A aposta gaúcha no tanino para reduzir o 'arroto do boi'

  • Foto do escritor: Keep Estratégia ESG
    Keep Estratégia ESG
  • 17 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura

Usado para tratar couro, material também pode servir de suplemento para a ração bovina, reduzindo emissões de metano e aumentando a produtividade


O negócio da Tanac começa quando acaba a vida dos bois: a empresa fornece taninos usados para curtir e tratar o couro dos animais.


Agora, a empresa de Montenegro, cidade a 55 km de Porto Alegre (RS), quer voltar alguns passos na cadeia de produção. Seu tanino, obtido da casca das acácias negras, também pode ser usado como suplemento alimentar para aumentar a produtividade dos rebanhos e ajudar a reduzir um dos principais problemas climáticos do setor: as emissões de metano.


O gás gerado na digestão é expelido pela boca – o arroto do boi. O metano é um dos mais potentes gases causadores do efeito estufa (GEE), e nas universidades e nas startups acontece uma corrida para tentar limitar, ainda que parcialmente, o enorme impacto climático da pecuária.


Essa é uma questão particularmente importante no Brasil. Do total de emissões de GEE do país, 26,3% são de metano – e a fermentação entérica é de longe a responsável pela maior fatia. Com 234 milhões de cabeças, o país tem o segundo maior rebanho bovino do mundo.


O produto desenvolvido pela Tanac, chamado Tanfeed, é um pó de coloração amarronzada que é misturado à ração animal.

Ao ingerir o suplemento, o gado tem melhor aproveitamento dos nutrientes, ganha mais peso e, de quebra, arrota menos. A estimativa é que as emissões de metano caiam até 13%, segundo estudos da empresa.


O Tanfeed já é comercializado para aves e suínos, para ganho de produtividade. A empresa está concluindo os testes com bovinos e espera lançar a nova linha no segundo semestre.

A Tanac quer aproveitar a sua larga experiência com o manejo de taninos, que deu origem à empresa há 75 anos, para abrir novas frentes de crescimento.


Dos R$ 780 milhões que a companhia faturou em 2022, R$ 230 milhões corresponderam à área de taninos – montante que a Tanac espera dobrar nos próximos quatro anos com o desenvolvimento do Tanfeed e de outras iniciativas, segundo o presidente da companhia, João Carlos Ronchel Soares.


“É onde a gente tem dedicado os nossos maiores esforços comerciais e de desenvolvimento de produto”, afirma Ronchel.


 
 
 

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