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SUSTENTABILIDADE EM TRANSFORMAÇÃO: TENDÊNCIAS PARA 2026

  • Foto do escritor: Keep Estratégia ESG
    Keep Estratégia ESG
  • 5 de fev.
  • 2 min de leitura

A agenda de sustentabilidade corporativa é um movimento consolidado, mas que vem passando por ajustes nos últimos anos, mais voltados à desaceleração do que à expansão. A União Europeia, historicamente protagonista nesse tema, impulsionou investimentos, políticas públicas e regulações que influenciaram outros países. Recentemente, porém, passou a enfrentar pressão empresarial por flexibilização regulatória. Em 2025, lançou o pacote Omnibus, que simplificou exigências e reduziu a obrigatoriedade de reportes como o CSRD, além da diretiva “Stop the clock”, que ampliou prazos da Taxonomia Verde. Nos Estados Unidos, a agenda também perdeu força com uma postura menos rígida em sustentabilidade.


Esse cenário não significa enfraquecimento da pauta no Brasil. Pelo contrário: enquanto a agenda ainda amadurece, novas regulações começam a surgir. A flexibilização externa não isenta empresas brasileiras de adotar padrões internacionais, seja para acessar mercados ou acompanhar boas práticas. Além disso, esse contexto oferece fôlego para adaptação às mudanças previstas para 2026.


Nesse sentido, destacam-se a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), lançada em 2025, que orienta o relato e o monitoramento de informações de sustentabilidade, e o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que estrutura o mercado regulado de carbono e cria oportunidades estratégicas na agenda climática.


Outro avanço relevante são os padrões IFRS S1 e S2, que se tornarão obrigatórios no Brasil a partir da Resolução 193 da CVM. A partir de 2027, empresas de capital aberto deverão divulgar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade e à mudança do clima, abordando governança, estratégia, gestão de riscos, métricas e metas. Esses padrões não substituem outros relatórios, mas os complementam, ampliando a transparência e o diálogo com investidores e demais stakeholders.


Diante desse cenário, as empresas enfrentam uma escolha estratégica: antecipar-se às exigências ou aguardar possíveis adiamentos. Apesar da complexidade do processo, avançar na identificação e comunicação de riscos e oportunidades é essencial para reduzir incertezas, fortalecer a governança e acompanhar a evolução da agenda ESG no Brasil.




 
 
 
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